sexta-feira, 15 de outubro de 2010

O Morro dos Ventos Uivantes–Emily Brontë

O Morro dos Ventos Uivantes

Emily Brontë

 

Autor: Emily Brontë

Editora: Lua de Papel

Páginas: 200

Sinopse:

“Se o amor dela morresse, eu arrancaria seu coração do peito e beberia seu sangue.”

O livro favorito do casal do momento: Bella e Edward!

Na fazenda chamada Morro dos Ventos Uivantes nasce uma paixão devastadora entre Heathcliff e Catherine, amigos de infância e cruelmente separados pelo destino. Mas a união do casal é mais forte do que qualquer tormenta: um amor proibido que deixará rastros de ira e vingança. “Meu amor por Heathcliff é como uma rocha eterna. Eu sou Heathcliff”, diz a apaixonada Cathy.

O único romance escrito por Emily Brontë e uma das histórias de amor mais belas de todos os tempos, O morro dos ventos uivantes é um clássico da literatura inglesa e tornou-se o livro favorito de milhares de pessoas, inclusive dos belos personagens de Stephenie Meyer.

 

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Bom, vamos lá. Respirando fundo.

O que eu posso falar sobre O Morro dos Ventos Uivantes? Sabe aqueles livros em que você tem vontade de levar os personagens para o Divã do analista? Pois foi essa vontade que tive.

O livro narra um lado do amor que envereda pelas raias da loucura, mostra que nem sempre o amor é lindo. Emily nos traz uma trama recheada de ódios arraigados, paixões além da morte, sadismo, exploração e abuso infantil, descrições brutais e sem contemplação para com os defeitos e traumas das pessoas, cenas de tortura mental e violência física.

Imaginem o choque que um livro com esse tipo de temática e ainda mais escrito por uma mulher causou em 1847 em uma sociedade extremamente conservadora.

O livro mexeu muito comigo e conseguiu deixar muitas pulgas atrás da minha orelha, porque deixa muita coisa sem resposta, mesmo nas entrelinhas.

Nunca jamais em toda minha vida eu vou querer um amor doentio e destrutivo com o do Headcliff e Catherine, jamais vou querer um vizinho mexeriqueiro com o Lockwood e nem uma empregada como a Sra. Helen Dean. Amigas como Catherine Earnshaw eu dispenso, quem tem amigas como ela, não vai precisar de inimigas.

Como falei anteriormente minha vontade era puxar o Headcliff e a Catherine e o Hindley de dentro do livro e levá-los para fazer terapia. rsrsrsrs. Porque ali o caso é sério.

Ou então sentá-los no meu colo e dar uma boa surra neles. É, às vezes eu quero surrar certos personagens. O livro é um Clássico da literatura Mundial, creio que mais pelo tipo de tema que foi abordado e pela época.

Eu, particularmente, não considero Catherine e Headcliff um exemplo de casal bonito, eles nunca figurarão na minha lista ao lado de Romeo e Julieta e Tristão e Isolda.

O Headcliff é o personagem mais atormentado que eu já li, ele é atormentado, infeliz e leva todos a sua volta para a escuridão em que vive. Ele leva a ferro e fogo a máxima de que os fins justificam os meios. Dizem que o amor redime, mas eu não acho. Tudo o que ele fez mesmo que em nome do amor, não dá para ser redimido.

A Catherine á a frivolidade em pessoa, numa linguagem atual eu poderia dizer que a Cath é simplesmente uma patricinha mimada sem muita coisa na cabeça. Afinal foi uma simples declaração dela mudou o rumo de tudo. Uma manipuladora inescrupulosa.

Catherine e Headcliff se merecem.

No livro há alguns pontos que meio que surgem do nada. Por exemplo Catherine ficou doente, e de uma hora para outra dá a luz e morre, eu particularmente achei muito esquisito porque em nenhum momento tinha sido citada que Catherine estava grávida.

Eu fico com sérias pulgas atrás da orelha. Não sei se trata-se da minha fluída mente perva, mas fico pensando se chegou a ocorrer algum envolvimento íntimo da Catherine com o Headliff após a sua volta.

Outro lance que não me sai da cabeça é: Como é que o Sr. Earnshaw traz para casa uma criança vinda do nada?

O que me vem a minha mente perva é que o Headcliff poderia ser algum filho bastado do Sr. Earnshaw, até porque isso explicaria o porque dele ter trazido o garoto e a sua predileção à ele em detrimento a Hindley.

O livro é denso e está longe de ser um romance no estilo "água com açúcar", na verdade passa nem perto isso. Os sentimentos são intensos (eu que o diga,sofri junto) e o foco está no perfil psicológico dos personagens e nos dramas que vivenciam.

Apesar de ter como pano de fundo uma sociedade arcaica e tradicionalista que não aceitava mistura de origens sociais e nem permitia à mulher romper com os padrões de seu tempo, pode ser considerado um clássico atemporal - uma estória que poderia acontecer ainda nos dias de hoje. Pois mais do que aspectos sociais determinando valores, podemos levar em conta as motivações humana como a ambição, a necessidade de ser aceito, o desejo pelo poder, além de características como a frivolidade e a imaturidade permeando as ações.

Estou dizendo gente, esse livro me deixou com dúvidas na cabeça que nunca serão respondidas. Antes de lê-lo eu achava que era algum tipo de livro sobre um amor impossível, mas um amor puro e bonito e não é nada disso. Eu, considero doentio.

Agora depois de ler O Morro dos Ventos Uivantes eu posso dizer que nem sempre o amor é lindo, ele pode também ser feio, egoísta, chantagista, infeliz ,doentio e manipulador.

Acho que Headcliff  atormentou meu juízo porque não paro de pensar o que eu faria com ele se de repente ele detonasse minha vida como fez com a Catherine Headcliff, a filha. A Catherine,mãe, é da mesma laia do Headcliff, se ela tivesse esperado um pouco mais se tivesse criado coragem e fugido com Headcliff, sei lá, teria evitado tantos sofrimentos de terceiros.

Se fosse nos dias de hoje era só pedir o divórcio e pronto.

Obrigada a Lua de Papel pela cortesia do exemplar e por poder me proporcionar um vilão ( é vilão sim, acho Headcliff vilão) para minha coleção de homens maus. Esse é um clássico que não pode faltar na coleção de ninguém.

Gostei do livro não por ter achado a estória linda e maravilhosa, mas porque ter conseguido discordar e odiar do Headcliff, era como se tudo aquilo ele tivesse fazendo comigo. Sabe quando você gosta de um livro só porque tá esperando o vilão se estrepar, foi esse meu caso. Gente, acho que agora eu que preciso ir pro divã do analista, ainda bem que Headcliff não pode  amaldiçoar. rsrsrsrs

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12 comentários :

  1. Sou meio suspeita para falar pq adoro um bad boy, mas o Headcliff fica no limite entre ser bad boy e ser cruel, não chego a ama-lo mas odiar tbm não, para mim a Cath provoca e ele reage da forma que sabe reagir, para o bem ou para o mal.
    bjos

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  2. Nossa, quando li sua resenha eu soh fui concordando "é, verdade, é, verdade". Os personagens são densos, a história complexa e deixa algumas coisas sem entender. Praticamente todos morrem..um romance bem ao contrário. Eu nao chamaria de amor o que houve entre os personagens principais..
    Gostei do livro, um dia quero le-lo d novo pra ver s capto o q nao entendi..
    parabens!

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  3. Para mim, é amor sim, apesar de ser altamente obsessivo. Eu simplesmente amei esse livro, justamente pelo fato de não ser meloso... Ele mostra que o amor também pode ser cruel, levar ao sofrimento e ao limiar da razão. Adorei a sua resenha!! Bjooo!

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  4. Eu sou suspeita pra falar desse livro porque é um dos meus preferidos desde sempre, sim é doentio, é obssessivo, mas ao mesmo tempo um amor eterno. As dúvidas que a Emily Bronte deixou e que nunca serão respondidas dão um charme a mais à história e a mocinha sendo tão egoísta, chantagista, tendendo um pouco para comportamento de vilã em alguns momentos tornam tudo ainda mais interessante. É um livro que amo e que já li e reli muitas vezes. Recomendo a todos.

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  5. você conseguiu dizer tudo o que eu queria dizer depois que acabei de ler o Morro dos Ventos Uivantes! Concordo com você Alexandrina, li esse livro recentemente e tenho que dizer fiquei um pouco decepcionada,pois esperava um romance lindo; com aquele amor que nos deixa suspirando. Esse livro me deixou psicologicamente cansada, Headcliff é muito violento!
    Beijos Alexandrina seu blog é muito legal!

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  6. Angelica, Lau e A Contadora de história


    Obrigada pelos comentários meninas.

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  7. Minha nossa, Alexandrina.
    Que resenha foi essa???
    Miniiina do céu, ficou perfeeeita.
    Falou sobre os personagens de modo tão entusiástico que fiquei com vontade de conhecê-los (e mandá-los para a terapia tambem). E pelo o que você disse, o livro deve ser ótimo, mas, à sua maneira.
    Não é um romance à sua maneira mais conhecida, não é mesmo? É mais como uma relação difícil de, como você disse, doentia.
    E deve ter muita reviravolta na história, pois, tem criança nascendo do nada, volta de Headcliff, bebê nascendo sem nem ser mencionada gravidez e mais um monte de coisas.
    Agora eu quero muuuito ler este livro. Deve ser ótimo, ver estas intrigas, sofrimentos e relações entre personagens tão bem desenvolvidos e perturbados.

    Mais uma vez, parabens pela super resenha. Você escreve muito bem.
    Vou acompanhar o blog, com certeza!!!

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  8. Poxa Rubens que bom que gostastes. Depois que eu li o livro passei um bom tempo pensando em como me expressar. Esse foi um dos livros tensos que li nos ultimos dias, eu dia uns 3 capítulos dele e depois corria pra ler um livrinho de banca pra manter minha sanidade mental. rsrsrssr.

    Eu quando leio, entro de cabeça na trama, sofro e me alegro junto com os personagens. E os personagens que a Emily Brontë escreveu são todos muito intensos.

    Achei que muita talvez não fosse gostar da resenha por eu não endeusar do amor de Headcliff e Catherine. Sou romantica, na medida do possível, mas mesmo eu como leitora voraz de romance não consigo ver com bons olhos a relação deles.

    Eu consigo aceitar homens dominadores, sado e tudo mais como pode ver pelas outras resenhas minhas aki no blog, mas quando o cara passa a ser injusto e mal-caráter já fico com o pé atrás.

    Obrigada pela visita ao nosso blog e pelo comentário.

    Fique a vontade.

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  9. Sou apaixonada por esse livro. Não sei se é porque adoro personagens com muitos conflitos, mas enfim... o fato é que o Heathcliff para mim é um paradoxo. Vejo-o como vilão e mocinho ao mesmo tempo. Não sei se é por causa da minha tendência a vê-lo um pouco como mocinho, mas ainda acho que a história teria tomado rumos muito diferentes se não fossem as maldades que o irmão da Cathy cometeu contra ele. Em todo caso, pra mim, a Cathy é uma vaca, mas eu também a compreendo um pouco. Dado o contexto da época, era complicado mesmo ela ficar com o Heathcliff, mesmo sendo apaixonada por ele.
    Gostei muito da sua resenha!
    Abraços!

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  10. Vdd Ruthlea, seria tão mais simples se fosse nos dias de hoje né. Nada que um divorcio não resolvesse. O Hindley tb foi mt maldoso tanto que eu tb o levaria para o divã do analista como eu falei na resenha. Acho que o problema dele com o Haedcliff sempre se deveu ao fato do pai preferer o Headcliff à ele. Não sei porque ninguem me tira da cabeça que o Hedcliff pode ser filho bastardo do Sr.Earnshaw e em consequencia meio-irmão da Catherine. Aí o rolo ia ser muitoooo maior.

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  11. ñ me matem mas tipo pra m,im a culpa é da Cathy, td bem q ele ñ poderia seguir fazendo o inferno q ele fez, mas ele se torturava d certo modo tb, td q ele fazia tb era pra se machucar e isso td foi desencadeado a partir d uma escolha dela.. adoroo esse livro..

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