quinta-feira, 19 de julho de 2012

Viva Para Contar–Lisa Gardner

vivaparacontarEm uma noite quente de verão, em um bairro de classe média de Boston, um crime inimaginável foi cometido: quatro membros da mesma família foram brutalmente assassinados. O pai — e possível suspeito — agora está internado na UTI de um hospital, entre a vida e a morte. Seria um caso de assassinato seguido por tentativa de suicídio? Ou algo pior? D. D. Warren, investigadora veterana do departamento de polícia, tem certeza de uma coisa: há mais elementos neste caso do que indica o exame preliminar. Danielle Burton é uma sobrevivente, uma enfermeira dedicada cujo propósito na vida é ajudar crianças internadas na ala psiquiátrica de um hospital. Mas ela ainda é assombrada por uma tragédia familiar que destruiu sua vida no passado. Quase 25 anos depois do ocorrido, quando D. D. Warren e seu parceiro aparecem no hospital, Danielle imediatamente percebe: vai acontecer tudo de novo. Victoria Oliver, uma dedicada mãe de família, tem dificuldades para lembrar exatamente o que é ter uma vida normal. Mas fará qualquer coisa para garantir que seu filho consiga ter uma infância tranquila. Ela o amará, independentemente do que aconteça. Irá protegê-lo e lhe dar carinho. Mesmo que a ameaça venha de dentro da sua própria casa.

Eu sou fã de carteirinha de qualquer coisa que envolva o comportamento mental das pessoas,adoro séries com psicopatas,livros policiais e por ai vai.Uma das minhas séries literárias favoritas é a da Chelsea Cain.Então fiquei ávida quando ouvi umas conversas entre dois amigos sobre o livro Viva Para Contar.

Devo confessar que a autora me surpreendeu bastante ao tratar de um tema  não muito comum que é crianças com problemas psicológicos, não bastasse o tema forte, o livro é narrado sobre vários pontos de vistas diferentes, sendo dois deles em primeira pessoa e um em terceira pessoa.

Toda a história do livro acontece em cinco dias,e a autora vai alternando a narrativa entre Danielle,Victoria e a narrativa em terceira pessoa que nos traz a Detetive D.D Warren.

Danielle é enfermeira em uma ala psiquiátrica especializada em crianças, que além de contar sobre a rotina do seu trabalho, fala sobre o trauma do seu passado quando seu pai assassinou toda a família e depois se matou,e como Danielle lidou com isso.

Victoria é mãe de Evan um menino de 8 anos que têm sérios problemas psicológicos seu humor varia entre agressividade extrema e momentos de docilidade,Victoria conta sobre sua vida antes e depois de Evan,e como é abrir mão de tudo para cuidar de seu filho.

A principal narrativa do livro é onde conhecemos D.D investigadora que tenta solucionar o caso do assassinato de uma família inteira, onde a única testemunha luta pela sobrevivência no hospital.

Já no início do primeiro capítulo a autora prende você de tal forma que as quase 500 páginas do livro são praticamente devoradas pelo leitor.

A autora escreveu personagens críveis,humanos, com medos e traumas que aparentemente são impossíveis de se carregar, em alguns momentos a leitura é até angustiante. Algumas pessoas durante a leitura podem não entender as atitudes dos personagens, mas depois de oito temporadas de Criminal Minds, acho que já fiquei bem acostumada a ver pessoas tomarem certas decisões, que nós reles seres humanos não compreendemos, como a mãe que só pode ver a filha 2 horas por semana, porque não quer abandonar um filho que tem problemas para controlar a raiva e na minha humilde opinião demonstrava sérias tendências psicopatas. A cada capítulo narrado pela Victoria eu ficava cada vez mais assustada, as coisas que Evan fala pra mãe dele, não é qualquer pessoa que aguenta, é preciso muito amor, pra fazer o que ela faz.

Danielle é outra personagem bem traumatizada, os cinco dias em que a história do livro se passa é véspera do aniversário da tragédia envolvendo a família da enfermeira, período em que ela fica completamente transtornada, se dedica ao máximo no trabalho e bebe muito. Apesar disso ela não consegue esquecer certas coisas que envolvem a morte de sua família.

O livro tem uma trama bem construída e apesar de ser escrito sobre vários pontos de vista a autora conseguiu amarrar todas as pontas do enredo, e em nenhum momento se perdeu na história.

Viva para contar trata de assuntos delicados e é acima de tudo uma história sobre sobreviventes, sobre como as pessoas que passam por tragédias lidam com a dor e as consequências dos desastres que aconteceram em suas vidas.

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