quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Cosmópolis–Don DeLillo

CosmopolisAos 28 anos, o empresário Eric Michael Packer fez fortuna com a especulação nas bolsas de valores de todo o mundo. Num certo dia do ano 2000, ele acorda e contempla a cidade de seu triplex no prédio residencial mais alto do mundo, em Nova York. Decide cortar o cabelo. O presidente da República está na cidade, os mercados estão nervosos, um protesto antiglobalização toma conta de Times Square e o trânsito está abarrotado. Acompanhado do motorista e de seguranças, Eric demora o dia inteiro para percorrer dez quarteirões de Manhattan em sua limusine equipada com bar, banheiro, monitores conectados à internet e câmaras de vídeo. Eric especula contra o iene, cuja cotação, segundo seus cálculos, deve começar a cair a qualquer momento. A moeda japonesa, porém, sobe sem parar. Durante a viagem, Eric encontra várias vezes por acaso a mulher com quem se casara poucos dias antes, a também milionária Elise. A relação deteriora a cada encontro, pois ela percebe que ele a trai sucessivas vezes ao longo do caminho. No decorrer do dia, as certezas e os valores de Eric se mostram vazios e sua vida entra em colapso. O empresário perde mais e mais dinheiro - e também toda a fortuna de Elise -, até que o sistema financeiro global é arrastado para uma grave crise. A história revela mais do que a falta de sentido de uma existência individual: ela aponta para o caráter perigosamente ilusório das bases que sustentam o mundo contemporâneo.

Surpreendente,essa é a melhor palavra que encontrei para descrever a narrativa de Don DeLillo.Cosmópolis é uma leitura inusitada bem diferente do que leio,mas nem por isso menos interessante.

Toda a trama do livro se desenvolve em um único dia, quando Eric Packer um milionário que depois de mais uma noite de insônia resolve atravessar a cidade para cortar o cabelo. Tudo seria simples e rápido se nesse mesmo dia o Presidente da República não estivesse visitando Nova York e causando um tumulto em toda a cidade.Apesar de parecer uma narrativa banal DeLillo surpreende os leitores ao fazer com que Eric reflita sobre sua vida e questione seus valores, relacionamentos e trabalho. Ao comandar seu império de dentro da limusine Eric entra em discussões sérias e filosóficas com seus empregados.

Eric parece tomar todas suas decisões baseadas em informações sólidas, mas no fim elas se revelam meras ilusões, a partir de então as mudanças na vida do jovem milionário acontecem de forma rápida e irreversível.

O livro não é de fácil compreensão, principalmente pela falta de pontuação, mas depois que peguei o ritmo não consegui mais largar até chegar ao fim, e ficar com a sensação de ter saído de um mundo surreal.

assinatura_1

Um comentário :

  1. Tenho vontade de ler o livro desde que vi o trailer do filme, mas não cheguei a assistir o filme de fato. Essa questão pessoal do Eric, como indivíduo, me lembrou um pouquinho o livro Bubble Gum, de Lolita Pille (o indivíduo vazio em um mundo com bases fracas, sem garantias, como que apoiado no surreal). E no de Lolita acontece a mesma coisa em relação à pontuação, mas não chega a ser difícil nem nada. E gostei mto dele, então imagino que pelo tema Cosmópolis me agradaria bastante.

    bjs
    escrevendoloucamente.blogspot.com

    ResponderExcluir

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...