sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Azul da Cor do Mar – Marina Carvalho


Azul da Cor do Mar – Marina Carvalho

Sinopse:



ACASO, DESTINO ou LOUCURA?

No caso de Rafaela, Pode ser tudo isso junto. Para alguém como ela, nada é impossível. Rafaela sonha desde a adolescência com o garoto que viu uma vez, perto do mar, carregando uma mochila xadrez... A idéia fixa não a impediu, porém, de ser uma menina alegre e muito decidida. Ela quer ser jornalista, e seu sonho está se concretizando: Rafaela Vilas Boas (um nome tão imponente para alguém tão desajeitado) conseguiu um estágio no melhor jornal de Minas Gerais. Mas, como estamos falando de Rafa, alguma coisa tinha que dar errado. O jornal é mesmo incrível, mas seu colega de trabalho, Bernardo, não é a pessoa mais simpática do Mundo. Em meio a reportagens arriscadas – e alguns tropeços -, Bernardo acaba percebendo, contra a sua vontade, que Rafaela leva jeito para a coisa... E que eles formam uma dupla de tirar o fôlego. Mas e a mochila? E o garoto, o envelope, as cartas? Um dia a estabanada Rafaela vai ter que se libertar dessa obsessão. ”

 



Resenha



"Quando eu dei por mim, estava obcecada pela figura do misterioso garoto da mochila xadrez."



Azul da Cor do Mar é completamente apaixonante!

A estória se desenvolve numa redação de um jornal conceituado, onde Rafaela no último semestre de Jornalismo, aluna brilhante, com um futuro promissor, no campo investigativo.

Por isso sua professora mais que depressa agenda uma entrevista com o diretor do referido jornal.

Ela consegue a vaga de estagiária, (o que não é muito fácil de conseguir) mas seu currículo faz toda a diferença.



O garoto já significou várias coisas para mim. Aos dez anos de idade, era apenas um enigma, um mito, um símbolo de liberdade para uma menina quase enclausurada. (...) Aos doze, (...) eu o imaginava chegando de surpresa na escola, matriculando-se em alguma série mais adiantada e me reconhecendo assim que desse de cara comigo no recreio. (...) Aos dezesseis, eu reparava em qualquer garoto que fosse uns quatro anos mais velho que eu e tivesse olhos azuis.”


Só que no departamento investigativo o editor e seu mentor também (pois ela é estagiária) é Bernardo Venturini, um muro de competição, uma criatura intratável (para não dizer intragável) porque é lindo, talentoso, com vários prêmios ganhos, um carisma enorme e um ego do tamanho do Corcovado.



O caso se complica, quando ao contratá-la o diretor Maurício Gusmão, faz uma exigência que deverá ser cumprida: a Rafa durante o estágio será à sombra de Bernardo.

Quer dizer, os dois vão ficar colados em coletivas, eventos, matérias, enfim um não pode sair sem o outro.

E é aí que o bicho pega!

Como Jornalista, Bernardo é auto-suficiente e gosta de trabalhar sozinho. Ainda há mais!

Rafa é bonita, totalmente competente, cativante e tudo isso só serviu para o Bernardo desenvolver uma antipatia gratuita.

Daí por diante você só para de ler quando termina, porque é um acontecimento atrás do outro.



“- Pare com essa mania de querer aparecer. (...)
- A única pessoa que faz de tudo para aparecer nesse jornal é você, Bernardo. Essa fachada de sujeito arrogante não me engana. Você é tão cheio de si que não sabe trabalhar em equipe, tem dificuldade para escutar as pessoas e não consegue viver em harmonia. Então não me chame de aparecida, porque, nesse caso, quem acusa é quem é”.


É um livro que você pega e quanto mais ler, mais presa se tem de acabar, porque só lendo você avança, na trama, no drama dos acontecimentos.

É gostoso, não sei as quantas vai o humor de vocês, mas dei boas gargalhadas.

Rafaela é muito engraçada, até quando é trágica.



 É um livro doce, sem ser chato, é movimentado e pode até ter acontecido a alguém.

Aprendi até outra oração ao Anjo da Guarda, diferente do que me ensinaram quando criança.

A da autora Marina é assim: “ Anjo da Guarda, doce companhia, não me desampare, nem de noite e nem de dia.” Não é fofo? E o momento dessa prece é hilário.

Você vai se arrepender se não ler!



“- Boa tarde, baixinha! – Fernando exclamou, não conseguindo despregar os olhos dos meus pés – O que houve com seus costumeiros sete centímetros a mais?
Fiz biquinho, fingindo ultraje.
- Não sou baixinha. Tenho um metro e cinquenta e nove, cinco a mais que a média de altura das brasileiras.
Bernardo, que digitava algo no computador, ergueu o rosto da tela para me olhar. Coloque as mãos na cintura, agora sim indignada, e o encarei.
- Fala. Sua vez de fazer uma piadinha.
Ele deu de ombros e se espreguiçou, com os braços esticados por cima da cadeira. Devia estar naquela posição havia horas.
- Nada a declarar.”



Título: Azul da Cor do Mar

Autor(a): Marina Carvalho

Editora: Novo Conceito

Número de Páginas: 334



0 Comentários

Nenhum comentário :

Postar um comentário

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...